Holy Nothing e Glockenwise no BONS SONS | Reportagem Fotográfica

Desde 2013 que os Holy Nothing se movimentam pelos caminhos infinitos da música eletrónica. A banda portuense mistura projeções com sintetizadores, sustenta a palavra com imagens impactantes, funde música e cinema numa realidade expressiva complexa e cria um ambiente especial para os seus concertos. Depois de apresentarem em 2015 o álbum Hypertext, o segundo disco está prometido para este ano, do qual já faz parte o single «Speed of Sound». Atuação dia 11 de agosto, no palco Lopes-Graça. A nova música do grupo do Porto é uma balada dançante introspetiva e frenética, com um groove marcado das linhas de baixo e ambientes freak ditados pela batuta dos sintetizadores. Ao ouvi-la, o ouvinte é desafiado a uma espécie de jogo de referenciação com o passado e o presente. Atuaram dia 11 de agosto, no palco Lopes-Graça.

 

Ao terceiro álbum, Heat (2015) o quarteto de Barcelos migrou de um rock’n’roll puro e enérgico, próximo do garage-rock, para uma sonoridade mais densa e complexa, onde se faz sentir a influência da cena indie dos anos 80 – não por acaso, o vocalista Nuno Rodrigues (vocalista, guitarrista) referiu-se aos “Smiths da Califórnia”. Para tal, recorreram a órgãos vintage e à manipulação de ruído na produção, mas é sobretudo no tom, mais pessoal e sombrio, que a nova musicalidade dos Glockenwise se revela em pleno. É o disco da idade adulta de uma das mais interessantes bandas portuguesas do momento, que atuou igualmente dia 11 de agosto, no Palco Eira.


 

Fotos: Pedro Casinhas

 

La Bohemie.

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