II é o segundo álbum do quarteto Basset Hounds.

«Os Basset Hounds são o resultado da amplitude que nasce da necessidade de redefinir o horizonte de melodias, que se encontram entre o embalo e o impulso, conjugando guitarras aéreas, vozes dissipadas, baixos terrenos e baterias métricas.» É assim que se apresenta este quarteto que acaba de lançar o segundo álbum de originais e atua na Casa Independente dia 1 de junho.

 

O quarteto lisboeta Basset Hounds volta agora aos palcos para apresentar II, o seu segundo registo de originais, lançado no passado mês de abril. A banda deu os primeiros passos em 2012, editou um álbum homónimo em 2015, percorreu os principais palcos do país e, depois do hiato de um ano, regressa agora com um novo disco. A banda é composta por Afonso Homem de Matos na bateria e como voz secundária, António Vieira na guitarra e também como voz secundária, José Martins no baixo e Miguel Nunes na guitarra e como voz principal. A escolha do nome da banda – Basset Hounds – não é casual e a analogia entre antagonismos é quase direta. A aparência pachorrenta, quase soporífera da raça Basset Hounds contrasta com uma personalidade muito forte e impetuosa. De igual modo, a sonoridade da banda move-se entre o impulso e o embalo, onde as diferenças e os gostos pessoais de um coletivo composto por quatro personalidades distintas se acomodam e se moldam, democrática e espontaneamente, para criar uma linguagem muito própria.

Durante o hiato de um ano dedicado à composição e a outros projetos pessoais, foram surgindo, despretensiosamente, novas canções que espelham o amadurecimento adquirido pela banda nos três anos que decorreram desde a gravação do seu álbum de estreia até à edição deste novo trabalho discográfico.
Longe de querer obedecer a um propósito, II cresceu lado a lado com a banda, tanto a nível pessoal como musical. A composição seguiu o ritmo do dia a dia num processo que nunca decreta a real conclusão das canções tornando-as maleáveis e permitindo que espelhem tanto o dia de inspiração para o primeiro riff de uma canção como o da gravação do seu último acorde. Mais do que revisitações de estilos ou influências, o importante no processo criativo é o que cada um traz, com o seu instrumento, num brainstorming despreocupado em se cingir a uma ideia ou rótulo.

 

Os próximos concertos estão agendados para  dia 1 de junho na Casa Independente, em Lisboa, e dia 2 de junho no Lounge, em Portalegre.

La Bohemie.

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