Já são conhecidos os últimos nomes do Palco Clubbing | NOS Alive

Falta apenas uma semana para mais uma edição do NOS Alive e já são conhecidos os artistas que vão actuar no dia 6 de julho no Palco NOS Clubbing. O cartaz de peso conta com Jessy Lanza, Batida, Karlon, Niles Mavis, Wack, Rita & O Revólver, Antonio Bastos e Carlos Cardoso. A curadoria esteve a cargo do radialista e director da rádio Oxigénio Carlos Cardoso e o alinhamento proposto para o primeiro dia viaja pelas sonoridades vanguardistas do hip-hop, da soul e da electrónica.

 

 

A banda que vai estrear o Palco NOS Clubbing no primeiro dia do NOS Alive é Rita & O Revólver. Actualmente a preparar um EP que antecede o CD de estreia, a banda reúne a voz soul da actriz Rita Cruz, Rui Alves (bateria), Tiago Santos (guitarra), José Moz Carrapa (baixo), João Cardoso (teclados), e Hugo Menezes (percussões). Dos blues de Leadbelly à soul de Marvin Gaye, Curtis Mayfield ao ritmo hipnótico do afro-funk, a banda junta versões e originais em português cujos temas abordam a luta dos povos e das minorias, sempre envolvidos no ritmo do funk, soul e grooves afro- latinos. A mistura é explosiva e a cantiga é uma arma, mas com a Rita & O Revólver também se dança.

Em palco segue-se Wack, o quinteto que junta a musicalidade do jazz, à groove do funk e à força do hip-hop. Para os Wack, ser Wack é um refúgio para poder criar música sem limites, obrigações ou juízos de valor. São já três os EPs que constroem a carreira deste grupo que junta músicos jazz a artistas hip-hop. Vencedor dois anos consecutivos do Dance Club Awards na categoria melhor DJ de hip-hop, Niles Mavis, é o próximo em palco. Desde que descobriu a arte dos pratos e do scratch, já colaborou com artistas de renome e passou por importantes palcos mundiais, estando em digressão com um dos mais sonantes MCs londrinos Ty e actuou no Coliseu de Lisboa e do Porto com os respeitados gigantes da musica De La Soul. Com muitos projectos a caminho, Niles promete não deixar dúvidas que a evolução faz parte da sua vida.

Para apresentar o novo registo de originais sobe a palco o MC Karlon. Passaporti, é o novo trabalho do músico e compositor, pioneiro do hip-hop crioulo em Portugal. O terceiro trabalho de estúdio leva-o às raízes, juntando os sons cabo-verdianos que ouvia em casa e os beats do rap com que se desenvolveu desde cedo muito cedo. Do Canadá para Algés chega Jessy Lanza, produtora e cantora de Hamilton, Ontário. O seu disco de estreia, Pull My Hair Back, gravado em parceria com Jeremy Greenspan, dos Junior Boys, foi amplamente elogiado, mas ao NOS Alive a artista traz o seu mais recente longa-duração, ‘Oh No, editado no ano passado. Lanza viu o primeiro single do último trabalho de originais, «’It Means I Love You», escolhido para “Best New Music” pela Pitchfork.

Para não deixar arrefecer a noite, sobe a palco Antonio Bastos,  músico, compositor e produtor. Músico desde que nasceu, com forte formação em jazz, percussão, novas tecnologias e clássica, a sua música esteve presente com diferentes formações em alguns dos principais palcos, clubs e eventos à volta do mundo. Bastos, em concerto, apresenta todas as suas experiências e influências onde as emoções viajam entre a electrónica intimista, jazz, clássica, música do mundo e o house. Para o NOS Alive, Antonio preparou um concerto especial onde convidou o multi-instrumentista Paulo Bastos da música do mundo que vem mostrar que a tradição já não é o que era. De seguida o Palco NOS Clubbing recebe Batida. Batida é o nome com que Pedro Coquenão assina o que faz. Nasceu em Angola, cresceu nos subúrbios de Lisboa e tem dividido a sua vida entre a produção musical, a rádio e o vídeo. Um dos maiores nomes da actualidade, Batida já pisou os mais importantes palcos mundiais e foi distinguindo pela imprensa internacional.

Para encerrar da melhor forma esta primeira noite do NOS Alive estará nos pratos o curador Carlos Cardoso. O radialista conta com uma carreira essencialmente dedicada a rádios de música. O amor pela música e a necessidade quase compulsiva de partilhar alguns dos seus discos, fazem com que mantenha em paralelo à Rádio, a actividade de DJ. Já tocou em vários festivais de verão, clubes e também lá fora, no Canadá, onde viveu alguns anos. Os seus sets revisitam o mundo da música urbana, num espírito de fusão, fora dos habituais roteiros.

 

La Bohemie

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