Lola Marsh, Lena d’Água em duo com Primeira Dama acompanhados da Banda Xita e IAN. Tudo no Super Bock em Stock.

A menos de dois meses do Super Bock em Stock, há mais três propostas capazes de conquistar, pela novidade e pela diversidade, o público do Festival, que nos dias 23 e 24 de novembro chega à Avenida da Liberdade, em Lisboa: a dupla Lola Marsh, a sempre surpreendente Lena d’Água em duo com Primeira Dama acompanhados da Banda Xita, e IAN.

 

Yeal Soshana Cohen nem sequer conhecia o seu futuro colega de banda, Gil Landau, quando apareceu na sua festa de aniversário, em Tel Aviv. Do canto da sala, Yael viu Gil a pegar na guitarra e sentiu que devia acrescentar a sua voz àquele momento. A ligação foi imediata e mantém-se muito forte, até aos dias de hoje. Assim nasceu a dupla Lola Marsh. No início de 2016, surgiu o EP de estreia, «You’re Mine». O seu indie pop irresistível, fez com que crescessem em pouco tempo, primeiro online e depois ao vivo, com concertos na América do Norte e na Europa. O álbum de estreia, Remember Roses, foi editado no verão de 2017 e veio confirmar o talento da banda para fazer belas canções pop, com uma toada melancólica, e ao mesmo tempo otimistas e preocupadas em encontrar beleza até nos momentos mais comuns da vida quotidiana. A crítica ficou rendida a este registo de estreia, graças a temas como «Wishing Girl», «She’s a Rainbow» ou «Stranger».

 

Em janeiro deste ano, na Galeria Zé dos Bois, em Lisboa, Primeira Dama e Lena d’Água revisitaram o cancioneiro um do outro, acompanhados por músicos recrutados ao coletivo Xita Records. O fresco repertório de Histórias por Contar e Primeira Dama, discos editados por Primeira Dama nos anos de 2016 e 2017, juntaram-se aos clássicos de sempre de Lena d’Água, num concerto que arrebatou o público presente na sala. Ícone da pop-rock portuguesa, Lena d’Água começou a cantar na década de 70, ficando para a história como a primeira mulher a integrar uma banda rock como vocalista, neste caso os progressivos Beatnicks. Foi uma das figuras do boom da música portuguesa na década de 80, primeiro com os Salada de Frutas e depois a solo, também com enorme sucesso e sempre apoiada pela sua Banda Atlântida. Para este concerto no Super Bock em Stock, Lena d’Água apresenta-se acompanhada com a Banda Xita, Inês Matos (guitarra), António Queiroz (baixo), João Raposo (teclas, voz e eletrónica) e Martim Brito (bateria), capitaneada por Manuel Lourenço, mais conhecido como Primeira Dama (nas teclas e voz), uma das figuras emergentes na música portuguesa.

 

“IAN – Seguir em frente” – este é o mote da segunda investida do projeto IAN, espelhado nos três temas que ilustram o EP mais recente. O fio condutor é «Spring or Desire» (com o rapper Twezzy) que, tal como a estação do ano, anuncia um redescobrir de sentimentos, de vontades e também do prazer de arriscar. «Stop Stop Never» vinca ainda com mais fervor a estética eletrónica dominante deste projeto, e é um anunciar de intenções, um grito pessoal que não pede desculpa pelo atrevimento de afirmar que desistir nunca é opção. E em «No Name» fala sobre os outros, sobre nós, sobre caminhos que, embora se cruzem, nem sempre convergem. O violino é aqui, tal como na vida de IAN, o seu maior cúmplice. É ele, de resto, que a acompanha profissionalmente, todos os dias, na Orquestra da Casa da Música do Porto. Depois da edição do primeiro EP, e de ter aberto nos Coliseus de Lisboa e Porto os concertos dos The Gift, IAN atuou recentemente no Clube Sixteen Tons, em Moscovo, e no Museu Erarta de São Petersburgo. Como se percebe, no percurso de Ianina Khmelik (IAN) nada foi estático, e é precisamente essa a sua constante: achar que “o resto está sempre por fazer” e acreditar que o caminho é sempre em frente. Já em novembro, esse caminho passa pelo Super Bock em Stock.

 

La Bohemie.

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