Não há chuva que arrefeça o Vodafone Mexefest

O segundo e último dia do Vodafone Mexefest foi bastante molhado mas nem a chuva fez milhares de pessoas arredarem pé da Avenida da Liberdade. Um sábado marcado com muitos e bons concertos, a chuva não arrefeceu este festival.

Foto: João de Sousa

A noite começou no Teatro Tivoli BBVA com Mallu Magalhães. A sala estava repleta de gente e só cabiam os verdadeiros amantes de Mallu. Apagam-se as luzes, abre-se a cortina. Surge a artista brasileira sentada, acompanhada por duas guitarras. Três grandes projectores iluminavam Mallu Magalhães. Mas não era necessário. A sua presença incrível em palco aqueceu a sala do Teatro Tivoli BBVA. A cada canção, do público surgia uma calorosa salva de palmas. «Muito obrigado Lisboa e Portugal por me terem recebido. Já me sinto como sendo um bocadinho daqui», confessa a cantora e compositora. Mas não foram os únicos desabafos. Mallu Magalhães, visivelmente emocionada, admite «esta cidade que aos poucos vou chamando de minha». Não podia ter sido melhor.

Foto: João de Sousa

Logo de seguida, Sara Tavares aparecia no palco da sala Manuel de Oliveira, no Cinema São Jorge. Aparece em palco com a energia que o público bem conhece. De blusa brilhante, passos de dança ao som da percussão, Sara começa com uma versão mais mexida de Solta-se o Beijo de Ala dos Namorados. A cantora confessou, ainda, que estava muito feliz por ver uma sala cheia. «Não estava à espera de tanta gente com tantos concertos. Estão de parabéns. Mesmo com a chuva ninguém vos tranca em casa». Vinte minutos após o início do concerto, algumas pessoas começam a sair, possivelmente atrasadas para outro concerto noutro sítio da Avenida. Sara Tavares não perde a oportunidade e mostra-se bem disposta: «Xau, xau! Eu não levo a mal. De longe. Pelo menos estiveram presentes», é assim o Mexefest. O ponto alto foi a faixa «Balance» que meteu o público de pé a dançar e a acompanhar na letra a cantora.

Foto: João de Sousa

Em baixo, na Sala Montepio, aparecia PZ de pijama às riscas azul e branco, bem como os seus músicos. Aproveitou que estava um pouco atrasado para descontrair o público: «Estava a fazer ó-ó, peço desculpa». O jogo de luzes, a dança inigualável do músico fizeram estremecer aquela sala do Cinema São Jorge. Importando alguns tiques, na faixa «Dinheiro», PZ não perde a oportunidade de fazer o chamado “make it rain” com notas falsas, levando o público à loucura. À saída, porque outra concerto surgia entretanto, via-se uma fila até à porta do São Jorge para conseguirem ver o artista português.

Foto: João de Sousa

Mayra Andrade teve aos seus pés o Cine-Teatro Capitólio. O público estava de abraços abertos para a receber. Após duas faixas de seguida, a cantora cabo-verdiana interage com o público «Boa noite Lisboa! Obrigado por estarem aqui. Obrigado por esses sorrisos. Obrigado pela sala cheia. Estava cheia de medo». Impossível não encher uma sala com os ritmos quentes e a voz doce de Mayra Andrade. A noite foi dela.

Foto: Miguel L. Costa

A chuva já tinha dado tréguas e Octa Push subiram ao palco da Estação Ferroviária do Rossio. Os sons do baixo, bateria e mpc fazem mexer em grande escala o público do grupo. O novo álbum, intitulado Língua, funde ritmos urbanos da música eletrónica com grandes influências da música dos países africanos. Foi uma boa preparação para quem estava a pensar acabar a última noite do Mexefest no Coliseu dos Recreios ao som de Branko.

Foto: Miguel L. Costa

Branko é um dos fundadores de Buraka Som Sistema e da label Enchufada. O produtor e compositor tem espalhado pelo mundo a música de dança global. Não poderia ter sido melhor a escolha para terminar a edição deste ano do Vodafone Mexefest. Um Coliseu cheio e pronto para fazer a festa com João Barbosa, nome verdadeiro. Mais recentemente, lançou o tema «Reserva Para Dois», em colaboração com Mayra Andrade. E com a presença da cantora cabo-verdiana terminou a sua atuação, levando o público ao rubro.

Fotos: João de Sousa

           Miguel L. Costa

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