O hip-hop encerra o cartaz do Palco EDP – Pusha T e Akua Naru no SBSR.

As temperaturas aumentam, o verão está mesmo aí e tudo isso é também sinónimo de Super Bock Super Rock. Para os fãs de rimas e batidas, o dia 14 de julho vai ser imperdível, com mais dois nomes que garantem o presente e futuro do hip-hop:
Pusha T e Akua Naru.

 

Terrence Thornton, mais conhecido pelo nome de guerra Pusha T, nasceu em Nova Iorque, mas cresceu em Virginia Beach, com o irmão Gene Thornton. E foi precisamente entre irmãos que nasceu a dupla Clipse, em plena década de 90. Formaram, desde cedo, uma estreita relação com os Neptunes, de Pharrell Williams, e embarcaram numa carreira aclamada pela crítica. Apesar do sucesso, os Clipse decidiram acabar para que os irmãos Thorton pudessem seguir a solo. Assume o nome Pusha T em 2010 e, depois de algumas mixtapes, surge o primeiro disco em 2013. My Name Is My Name recebeu a aclamação da crítica e contou com as participações de nomes bastante conhecidos. O segundo álbum chegou dois anos depois. King Push – Darkest Before Dawn: The Prelude é o prelúdio de algo maior. Enquanto esperamos por mais desenvolvimentos neste ano de 2017, Pusha T tem construído um percurso invejável, alicerçado nas suas rimas cheias de uma boa acidez, palavras prontas a tocar na ferida, mas também a prestar homenagem ao legado de outros grandes nomes da história do hip-hop.

 

No mesmo dia e no mesmo palco, mais hip-hop de qualidade. Akua Naru tem sido apontada como um modelo para aquilo que uma mulher pode ser no mundo deste estilo musical. Vive em Colónia, na Alemanha, mas o seu talento chega a todo o mundo. Influenciada pelo jazz e pelo boom bap, o hip-hop de Akua Naru é marcado por uma forte consciência social e política. Estes são elementos que podemos encontrar na estreia The Journey Aflame, um início mais do que promissor. Seguindo a mesma linha de qualidade, o segundo disco é editado em 2015. The Miner’s Canary comprova as boas indicações dadas no registo de estreia, denunciando influências muito recomendáveis: The Roots, Nina Simone, Jill Scott e Lauryn HIll ecoam no registo poético, político e espiritual de Akua Naru.

 

La Bohemie

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