O ritmo do Vodafone Mexefest

O Vodafone Mexefest arrancou ontem a todo o gás e, sem dúvida, meteu a Avenida da Liberdade a mexer. É, de facto, um festival único. A começar pelos cerca de 15 palcos espalhados por vários locais emblemáticos do centro da cidade, como também pela oferta musical. É um festival de descoberta. Descoberta de locais que se pode eventualmente desconhecer na própria cidade como também de bandas. Grandes bandas. É isso que faz do Vodafone Mexefest aquilo que é hoje.

Foto: João de Sousa

O renovado Cine-Teatro Capitólio abre portas com Valas, o rapper português que editou em junho deste ano o seu álbum de longa duração, Raízes de Pedra, e mais recentemente o seu novo single «As Coisas». Um concerto perfeito para começar a aquecer a noite passada marcada por muito hip-hop no mais recente palco do Vodafone Mexefest.

Foto: João de Sousa

Seguem-se dois rappers portugueses que ao longo deste ano têm dado cartas no panorama nacional do hip-hop, Mike El Nite e Nerve. Juntaram-se pela primeira vez em palco e aqueceram o Cine-Teatro Capitólio. Nerve, que já tinha marcado presença no ano passado, é o primeiro a entrar em palco. A poesia, os pensamentos e reflexões enchem a sala que já estava composta. Ao longo da atuação fez-se acompanhar por Blash logo na segunda música e, por fim, Capicua para cantarem «Judas e Dalilas», uma faixa do primeiro álbum do rapper. Mike El Nite juntou-se logo a seguir. O tempo urge e no outro lado da Avenida começava outro concerto, fazendo valer assim o ritmo alucinante do Mexefest.

Foto: João de Sousa

Bruno Pernadas, o responsável pela fusão entre o rock, a pop, o jazz orquestrado ou a soul, subiu ao palco do Teatro Tivoli BBVA pouco depois das 21 horas. Pernadas e os oito elementos cheios de energia em palco contagiaram o público. A meio do espetáculo já havia público de pé, pois a sala, com lugares sentados, estava completa. A sonoridade bem delineada e a soar de forma perfeita foram os ingredientes necessários para um início de noite perfeito.

Foto: Luís M. Costa

Um lugar improvável é a Garagem Super Bock – Garagem EPAL, situada a meio da Avenida, numa praceta meio escondida. Os Ganso já estavam em palco e é de notar o verdadeiro ambiente de “garagem” que ali se vive. Com a festa feita, foi o momento ideal para apresentarem temas novos e anunciarem o lançamento do álbum para finais de fevereiro, inícios de março. Os cinco rapazes estavam mais do que preparados para fazerem a festa, e fizeram! Ou não fossem uma das promessas musicais da cidade.

Foto: Luís M. Costa

A noite já ia longa e do sótão do Teatro Tivoli BBVA ouvia-se a música de Pedro Coquenão. Com o seu novo projeto, “Os Projecionistas”, fez mexer todo o edifício do Teatro Tivoli. O espaço era pequeno para tanto público pronto a dançar ao som do músico. A fila nas escadas de acesso era longa mas a mística do Mexefest facilitou. Enquanto uns saíam para ir conhecer outras bandas noutra ponta da cidade, os outros tinham oportunidade de dar um pé de dança.

Hoje ainda há muito para se ver porque a festa não pára. E nesta última noite, a Avenida vai estar ao rubro.

 

Fotos: João de Sousa

         Miguel L. Costa

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