O Terras Sem Sombra está quase a terminar e Sines é o seu próximo destino.

O Terras Sem Sombra está quase a chegar ao fim da sua 14ª. edição e Sines é o próximo destino do festival. Para o nono encontro na cidade de Vasco da Gama está preparado um programa único, que aposta nas interações entre a paisagem urbana, a música do Romantismo e a conservação do meio aquático. Uma oportunidade privilegiada para conhecer a alma da mais atlântica das povoações do Alentejo.

Música

O nono concerto do festival Terras Sem Sombra acontece no Centro das Artes de Sines, dia 16 de junho, às 21h30. O grande intérprete português Artur Pizarro apresenta um repertório de extraordinária beleza, com obras de Bach, Schumann e Liszt. A peça central, Ecos do Paraíso: Uma Genealogia do Pianismo nos séculos XIX e XX, baseia-se em estudos sinfónicos de Robert Schumann, numa homenagem a Chopin, e coloca em destaque duas personalidades artísticas opostas, uma extrovertida e exuberante, outra calma e medidativa. O artista sugere, desta forma, dois rumos que marcarão o Romantismo no panorama musical europeu. O festival alentejano associa-se, deste modo, ao 150.º aniversário de José Viana da Mota (1868-1948), figura fundamental da música em Portugal e um dos grandes pianistas do seu tempo, de que Artur Pizarro é o mais insigne herdeiro artístico. Se a efeméride está a passar quase despercebida no país, o Terras sem Sombra quis evocá-la através de um acto simbólico, mas cheio de significado: Viana da Mota dedicou grande atenção ao Alentejo e a sua memória é cara à região.

Património


Em 1469 nascia, na torre de menagem do castelo de Sines, Vasco da Gama. Trocou a carreira eclesiástica a que a família o destinara para servir o rei, tornando-se um elemento destacado das ordens de Santiago e Cristo. Foi o militar escolhido por D. Manuel I para comandar a primeira expedição à Índia (1497-1499), país onde voltaria em 1502 e, mais tarde, em 1524. Faleceu em Cochim, em 1524. Sines, com as suas tradições marítimas, constitui uma referência na vida do navegante que, recém-chegado do Oriente, em 1500, quis ser seu conde e senhor. O passeio de sábado revisita os principais lugares do roteiro sineense do Gama: a fortaleza medieval e a matriz, os Penedos da Índia, o paço, a igreja de Nossa Senhora das Salas e outros locais a que tinha apego. O percurso inicia-se dia 16 às 15h00.

 

Biodiversidade


A manhã de domingo é dedicada pelo festival, a partir das 10h00, ao porto de Sines. De construção recente, este é uma das infra-estruturas portuárias mais avançadas da Europa e apresenta condições naturais ímpares na costa portuguesa para acolher todo o tipo de navios. Está dotado de modernos terminais especializados e é a principal porta de abastecimento energético do País. A salvaguarda da biodiversidade dentro do perímetro portuário constitui o fio condutor desta visita, que também revela aspetos pouco conhecidos do rico património natural em torno do Cabo de Sines.

Nota: Todas as atividades são de acesso livre.

 

La Bohemie.

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