O Terras Sem Sombra homenageia Fernando Lopes-Graça em Serpa.

Depois do arranque da 14.ª edição do Terras Sem Sombra na Vidigueira, é já no próximo mês que o festival percorre mais um concelho do Baixo Alentejo. Dias 3 e 4 de março, o TSS ruma até ao concelho de Serpa, onde o concerto programado estende laços afectivos e musicais entre a Hungria e Portugal numa homenagem a Fernando Lopes-Graça.

 

Património

A tarde de sábado é dedicada, a partir das 15h00, à visita a monumentos extraordinários, geralmente inacessíveis ao público. Em Serpa, no dia 3 de março, o Terras Sem Sombra abre as portas do Convento de Santo António, um dos mais notáveis exemplos da arquitectura tardo-gótica no Alentejo e um marco da história regional. A visita conta com a orientação de António Martins Quaresma (historiador) e José António Falcão (historiador da arte).

Música

Em estreia mundial, o Festival apresenta no sábado à noite as Dez Canções Populares Húngaras, de Fernando Lopes-Graça, 64 anos depois de ter sido composto este brilhante ciclo nunca antes escutado. O concerto, uma homenagem do Alentejo ao compositor português, revela as peças de Lopes-Graça e as canções da tradição popular húngara em o mestre que se inspirou. Para tal, coloca lado a lado artistas lusos e húngaros, com a cantora lírica Cátia Moreso e os cantores magiares Hanga Kacksó e Áron Vára, acompanhados por Nuno Vieira de Almeida, ao piano – um grande conhecedor da obra de Lopes-Graça, de quem foi amigo – e por Béla Szerényi, na sanfona, na flauta e no “tárogató”. Um evento muito especial, em que dois músicos portugueses de referência são parceiros de jovens intérpretes húngaros, com a garantia interpretativa da Academia Liszt, e em que a música se conjuga com a dança.

Biodiversidade

Para terminar o segundo fim-de-semana do Terras Sem Sombra, no dia 4 de março, realiza-se a mítica iniciativa de salvaguarda da biodiversidade que junta a prática à teoria – todos os participantes são voluntários que dão uma mão à Mãe Natureza. Em Serpa, vamos conhecer e defender os olivais com 2000 anos que produzem um azeite muito apreciado pelas suas características singulares, com os engenheiros agrónomos José Pedro Fernandes de Oliveira e Francisco Garcia. Todas as atividades são de acesso livre.

 

La Bohemie.

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