O último dia do Super Bock Super Rock terminou em festa

O primeiro dia da 23.ª edição do Super Bock Super Rock ficou marcado pelo rock e no segundo dia, sem qualquer dúvida, prevaleceu o hip hop, o terceiro dia foi uma mistura de estilos para terminar em festa mais uma edição do festival que se realiza no Parque das Nações.

Bruno Pernadas abriu o último dia no Palco EDP. Em 2016 editou dois discos: “Those who throw objects at the crocodiles will be asked to retrieve them”, um produto inteiramente pensado no jazz, e “Worst Summer Ever”, uma mistura de soul, jazz e pop. Foi desta forma, com poucas palavras, que Pernadas nos brindou para um final de tarde tranquilo no Parque. Cumprimentou o público sem grandes demoras: “Olá! Vocês estão aí atrás por causa da sombrinha, não é? Eu também estaria.”. Despediu-se com “Galazy” e um agradecimento por estarem na sua companhia. Ao som de Bruno Pernadas foi de certo um grande fim de tarde.

Ainda no Palco EDP, para mais um momento de jazz com algum rock chegam os TaxiWars. Tom Barman, decidiu enveredar por caminhos marcados pelo jazz, deixando de lado a sua banda de rock da Bélgica, dEUS. Desta forma, com o saxofonista Rubin Verheyen, o baixista Nicolas Thys e o baterista Antoinne Pierre formaram os TaxiWars. Transmitiram confiança, presença e palco e animaram o público antes de cair a noite no último dia do Super Bock Super Rock.

Desta vez cabia ao Palco LG by SBSR.FM mostrar de que o rock e o jazz são feitos. O lugar desta palco, numa das “encostas” da MEO Arena é o sítio perfeito para quem toca na hora do pôr-do-sol. Black Bombaim foram os sortudos do último dia. O público junto ao palco a dançar ou sentado nas escadas assistiu a uma hora de muita boa música. Editaram em 2016 o disco “Black Bombaim & Peter Brötzman”. A banda composta por Ricardo Miranda na guitarra, Tojo Rodrigues no baixo e Paulo Gonçalves na bateria trouxeram consigo um magnifico saxofonista. O último dia no Palco LG by SBSR.FM não podia anoitecer da melhor maneira com uma arrojada viagem musical de Black Bombaim.

Os grandes cabeças de cartaz do último dia eram Deftones. O público presente no Parque era maioritariamente fã da banda que entrou em palco por volta das 22 horas no Palco Super Bock. Começaram com “Headup”, surgindo logo de seguida “My Own Summer (Shove It)” que fez agitar a MEO Arena e sem demoras passaram para “Around the Fur”. Na plateia era possível avistar diversos “mosh” e “crowd surfing”. Festivaleiros destes à sua frente, Chino Moreno não resistiu em descer à grade para cantar o refrão “Rocket Skates”. Há sete anos que a banda não pisava os palcos de Portugal e as saudades eram muitas. De facto, os Deftones são uma banda que terá marcado muitas adolescências e que neste concerto deixou muitas recordações e também saudades.

Para fechar a 23.ª edição do Super Bock Super Rock no Parque Fatboy Slim foi o escolhido. Quentin Leo Cook, também conhecido por Norman Cook, mostrou que está mais do que apto para as “party people”. Saiu da mesa de mistura e veio para a frente de palco pedir aplausos. Da música brasileira ao house e à eletrónica. Teve ainda tempo de ir às grades ter com o público e até reconheceu um cartaz em que continha um “smile”, logótipo de Fatboy Slim. Encerrou em festa o Super Bock Super Rock com um jogo de luzes, lasers e muito mais.

 

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