Orelha Negra no Vodafone Mexefest? Sim, por favor!

Vodafone Mexefest é uma mostra privilegiada, também, da melhor música portuguesa. Nos dias 24 e 25 de novembro, há muito talento português a desfilar na Avenida da Liberdade em Lisboa. Depois das confirmações de nomes como Valete, Manel Cruz, Allen Halloween, Karlon ou Luís Severo, é a vez de anunciar uma das melhores bandas portuguesas da atualidade: os Orelha Negra.

 

Nem todos acreditariam no enorme sucesso dos Orelha Negra, uma banda de hip hop sem vocalista. Felizmente, a melhor música só obedece a uma fórmula: talento e trabalho. João Gomes, Francisco Rebelo, Fred Ferreira, DJ Cruzfader e Sam The Kid provam isso mesmo, formando um quinteto de luxo, responsável por algum do melhor, mais arrojado e mais bem sucedido hip hop produzido em Portugal. Estrearam-se em 2010 com um disco homónimo. Nas primeiras fotografias o rosto de cada um dos elementos do grupo aparecia tapado por um disco. Percebemos a mensagem: aqui, só a música importa. Dois anos depois, outro homónimo. E, entretanto, temas como «A Cura» e «Throwback» já estavam colados aos ouvidos dos portugueses. Hip hop, soul e funk são os territórios mais evidentes da música dos Orelha Negra, mas há muito mais, há uma imensidão de preciosos detalhes que fazem a diferença na construção de uma música que quer mais do que entreter – quer construir narrativas, criar imagens quase cinematográficas na cabeça de quem ouve, preservar a memória da música feita pelos outros, no passado. Nada disto impede que esta música seja também um irresistível convite à dança. De facto, nos concertos dos Orelha Negra todo o corpo é convidado a embarcar numa viagem inesquecível. E uma dessas viagens está já marcada para novembro. Os Orelha Negra trazem um novo disco na bagagem, editado em setembro passado, e também homónimo. «Ready» é um dos novos temas que vamos poder ouvir ao vivo no próximo mês.

 

 

La Bohemie.

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