Os concertos que marcaram a 20.ª edição do MEO Sudoeste

Em parte, os grandes responsáveis pela edição deste ano do MEO Sudoeste são os artistas que marcaram presença na Herdade da Casa Branca.

foto oficial meo sudoeste

Eis alguns dos concertos que marcaram esta 20.ª edição do MEO Sudoeste:

Wiz Khalifa

Era, sem dúvida, um dos artistas mais esperados pelo público. Pela primeira vez em Portugal, Wiz Khalifa não deixou de ser ele próprio. Saltando entre rimas, beats e alguma erva, a temática de Khalifa percebe-se de imediato. Não faltaram no alinhamento os grandes sucessos do rapper como Young, Wild & Free, Black and Yellow, We Dem Boyz, Work Hard, Play Hard e Pull Up, sempre na ponta da língua dos fãs que se encontravam na Herdade da Casa Branca para o ver. Mostrou-se divertido com a festa que o público fez à sua frente quando resolveu atirar em todas as direções dois charros insufláveis gigantes e outros tantos em menor tamanho. Outra das músicas que não podia faltar no alinhamento e que o catapultou de novo para a ribalta foi See You Again, a balada com Charlie Puth gravada para a banda sonora do mais recente filme da saga Fast and Furious.

Martin Garrix

No dia em que Martin Garrix – DJ e produtor – subiu ao palco MEO já se encontravam no recinto 41 mil pessoas, segundo dados da organização. A Herdade da Casa Branca não é desconhecida para Garrix que fez questão de dizer que estava feliz por voltar a Portugal, a sua última presença foi na edição de 2014 em que até atuou em dose dupla devido ao cancelamento do concerto dos Dimitri Vegas & Like Mike. Entre lazers, fogo, pirotecnia e confetti não faltaram grandes hits da música eletrónica como Lean On de Major Lazer, Bad de David Guetta e Showtek e até Hey Boy Hey Girl dos Chemical Brothers. Da sua autoria não podia faltar temas como Animals, Virus (How About Now), Forbidden Voices e o mais recente sucesso, Now That I’ve Found You. Martin Garrix tocou mais de uma hora e meia e não queria abandonar a Zambujeira do Mar pedindo ao técnicos de palco autorização para tocar sempre mais uma deixando os fãs em euforia pela festa continuar noite dentro. O jovem holandês de apenas 20 anos será sempre bem-vindo à Herdade da Casa Branca.

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Mishlawi

O rapper norte-americano, baseado em Cascais, confessou que este concerto no Palco Santa Casa do MEO Sudoeste foi apenas o seu segundo espetáculo. Contudo, não se deixou ficar, mostrando ao público o seu potencial. Entre beats e rimas aceleradas, deixando os fãs em delírio, foram surgindo os temas Always on My Mind, Boohoo e Limbo, numa versão mais suavizada do que a original. Houve tempo para homenagear um dos melhores concertos do ano, de Kendrick Lamar no Super Bock Super Rock, com a abordagem de m.A.A.d City. Despediu-se dos fãs com All Night, música essa que os próprios sabiam na ponta da língua, deixando Mishlawi comovido ao ver um mar de gente a cantar uma das suas canções originais.

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Damian Marley

Damian trouxe a Jamaica consigo desde rastas, Jah e bandeira incluídos. Deu um concerto que variou entre o reggae e o dancehall naquele que foi o primeiro concerto da digressão europeia. De rastas praticamente até aos pés, Damian Marley não perdeu tempo e brindou com muito amor o público com More Justice, Land of Promise, Affairs of the Heart e Patience. Damian quis saber se havia fãs do pai, Bob Marley. A resposta foi positiva e brindou os fãs com Could You Be Loved, Get Up, Stand Up, entre outras. Despediu-se com um “Obrigado, Portugal. Foi um prazer”. Obrigado nós, Damian!

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Sia

Sia era, sem dúvida, a artista mais aguardada da edição deste ano do MEO Sudoeste. A artista australiana não desiludiu, com as canções que toda a gente queria ouvir. Acompanhada por bailarinos, inicialmente saídos do vestido de folhos, iam demonstrando coreografias brilhantes no Palco MEO. O tema de abertura foi Alive, canção escrita pela própria para Adele mas que acabou por ser a Sia a gravar. Algumas pessoas na multidão ficaram surpreendidas quando a cantora começou a cantar os primeiros versos de Diamonds, celebrizado por Rihanna. De facto, esta canção foi escrita por Sia. Logo de seguida, sem demoras, avança para uma das músicas mais esperadas pelos fãs, Cheap Thrills. Um dos momentos mais agitados do concerto foi durante Move Your Body, recusado por Shakira. Interagiu com o público apenas uma vez durante a música Titanium, gravada com o DJ e produtor David Guetta, para admitir que se enganou: “vocês é que estão certos”, afirma Sai. Houve tempo para fazer tremer a Herdade da Casa Branca com Elastic Heart ou Chandelier, que encerrou em grande a atuação.

Steve Aoki

Foi pelo segundo ano consecutivo que Aoki animou a multidão que se encontrava na Herdade da Casa Branca. A diversão é garantida e as 48 mil pessoas, segundo a organização, sabiam perfeitamente disso. Não faltaram os cartazes “Cake Me” ou “I love you like a fat kid loves cake”, raparigas chamadas ao palco para dançarem com o DJ. Steve Aoki mostrou-se atento em relação ao panorama musical e não faltaram hits como Bitch Better Have My Money de Rihanna, I Took a Pill in Ibiza de Mike Posner, Panda de Desiigner e Don’t Let Me Down dos Chainsmokers com Daya. Aoki apresentou ainda músicas do seu próximo álbum, How Else e Back 2 U. Além da música, houve muitos bolos, arremessados de palco pelo DJ norte-americano, e até champanhe, partilhado com o público enquanto completava a sua volta de honra no meio da multidão no final do espetáculo.

Jimmy P

O relógio marcava 20h45 e o recinto estava visivelmente mais despido que no dia anterior à mesma hora. Quando Jimmy P subiu ao palco MEO, a moldura humana podia não ser a mais animadora, mas o músico não se deixou intimidar começando como um Warrior e logo de seguida Storytellers. Já do novo álbum, saíram da Herdade da Casa Branca as vibrações de Valer a Pena, Como Tu e o single Não Tás a Ver. “Obrigado pelo amor e a recepção, mas nós precisamos de mais. Viemos para desarrumar a Zambujeira”, e conseguiu. Jimmy P deu um concerto vibrante, que culminou com a colaboração Diogo Piçarra na música Entre as Estrelas e Agir em Dois Dias, este último recebido em histeria pela multidão.

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Steve Angello

Cinco anos depois de estar naquele mesmo palco com os Swedish House Mafia, coube a Steve Angello encerrar a edição deste ano do MEO Sudoeste. Depois de um início épico ao som de “Rebel Nation”, produção sua com voz de Andrew Watt, Angello passou pela sua remistura de Sweet Dreams (Are Made of This) dos Eurythmics, Insomnia dos Faithless, a sua remistura de Show Me Love de Robin S e “Antidote”, dos Swedish House Mafia, mantendo sempre o público animado em jeito de celebração e de fecho a 20.ª edição do festival. Entre muita pirotecnia e as habituais declarações de amor ao público português, o produtor e DJ não parou, deixando os últimos resistentes a dançar até bem perto das quarto da manhã. Para os que quisessem continuar até ser dia, o Moche Room tinha festa garantida até bem perto das seis.

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Num total passaram pela Herdade da Casa Branca, nesta que foi a 20.ª edição do MEO Sudoeste, 195 mil pessoas, números da organização. De regresso a casa e de mala cheia de histórias para contar, espera-se agora pela edição do próximo ano. Até 2017, MEO Sudoeste!

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