Roma: a cidade eterna.

Um roteiro de 4 dias para umas mini-férias em Roma

Praça e Basílica de São Pedro

Roma é a cidade eterna. A cidade galeria, como se de uma exposição a céu aberto se tratasse. Repleta de praças, de fontes magníficas, de mercados ao ar livre, de bairros que têm tanto de aconchegantes como de deslumbrantes pelo seu legado arquitectónico, de sítios maravilhosos e de história em todas as esquinas que demonstram o esplendor e a magnitude que outrora foi Roma, a cidade dos grandes Imperadores, a cidade do Grande Império. O mais provável é nunca mais quereres deixar de a visitar. Se queres viajar, se gostas de conhecer e de preferência andar, e muito, então Roma é um dos melhores sítios que te posso sugerir. Nós estivemos quatro dias e meio em Roma e, acredita, ficámos a conhecer a cidade quase na sua totalidade. Desde o  Vaticano, o Coliseu e o Fórum Romano, até à mais remota e antiga estrada feita pelos antigos romanos, a Via Appia Antica com mais de 7 km na sua extensão, nada nos escapou. Este é um roteiro total à cidade, mas sobretudo à história que a envolve. Prepara-te para andar muito, mas também para desfrutares da cidade tal como ela é, e principalmente, tal como ela foi.

 

O passe que tu vais querer ter…

A primeira coisa que te sugiro fazer é comprar o ROMA PASS. Vai acabar por ser muito mais vantajoso para ti ao longo dos teus últimos três dias. Este passe dá-te acesso a dois ingressos gratuitos, desconto em muitos outros e permite-te um recurso ilimitado a todos os transportes públicos da cidade. Outra das vantagens é que facilita-te a entrada nos sítios que vais visitar sem teres que te desgastar nas aborrecidas filas de espera. O custo do ROMA PASS é de 36€ e podes comprá-lo online (www.romapass.it) cinco dias antes de viajares para ter tempo de chegar a tua casa, ou então no aeroporto. O kit é composto por: Roma PassRomaè, com o qual podes ter acesso a toda a informação acerca de eventos e outros serviços úteis; Roma Map e Roma Guide, no qual vais encontrar o programa de eventos e as atrações que tens acesso com o Roma Pass e os respetivos descontos. É sem dúvida uma mais valia para facilitar muito as tuas mini férias.

E agora a viagem…

Compra um voo bem cedo, para que possas ambientar-te à cidade e aproveitar ainda grande parte do dia. Nós chegámos por volta das 13h30 ao aeroporto de Fiumicino e depois apanhámos o comboio Leonardo Express que te leva direto para a estação Roma Termini. É super rápido e muito confortável. O preço do bilhete fica a 14€ e podes comprá-lo no site da Trenitália (www.trenitalia.com). Às 14h30 já estávamos na estação. É a mais central e, como tal, aconselho-te a procurar hotel nas proximidades. Ficamos a minutos a pé da estação, alojados no Hotel Alpi na Piazza dell´Indipendenza, mesmo  ao lado da Piazza dei Cinquecento onde se encontra a estação ferroviária. Depois de chegar ao hotel e deixar as malas, fizemos o reconhecimento à zona. O mais engraçado é que no centro as coisas são tão próximas umas coisas das outras que acabámos por  ver muita coisa apenas numa tarde. Só foi pena termos ido ainda no inverno, porque acabou por anoitecer às cinco da tarde. Uma coisa é verdade, não te perdes porque todas as estradas acabam por ir dar sempre ou quase sempre aos sítios mais centrais. All roads lead to Rome.

 

Museus do Vaticano, Capela Sistina e Basílica de São Pedro e Termas de Diocleciano

O primeiro dia começa bem cedo como todos os que virão. A melhor maneira de aproveitar ao máximo a tua estadia é acordar cedo.

Claustro dos Museus do Vaticano (Exterior)

Os museus do Vaticano não estão abrangidos pelo Roma Pass, por isso não o utilizámos no primeiro dia. É importante lembrar que a entrada nos museus do Vaticano é gratuita aos domingos, excepto no último de cada mês. Caso não queiras ir a pé até ao Vaticano, podes sempre comprar um bilhete de transporte em qualquer quiosque. Existem bilhetes de viagem a 1,5€ ou bilhetes diários a 7€ com viagens ilimitadas. Caso optes pelo transporte, vai de metro (linha vermelha) e sai na estação Ottaviano, a estação mais perto da entrada dos museus. Em relação ao ingresso para o museu tens a opção de comprar na hora ou online, reservando a hora a que queres ir (mv.vatican.va). É a melhor opção para quem não gosta de filas de espera, o que é muito comum em Roma. Os bilhetes custam 16€ mas, com desconto para estudante até aos 25 anos e cidadãos da União Europeia, custa 8€. Na compra online acresce 4€. A viagem aos museus dura-te mais ou menos duas horas à vontade. O próprio museu oferece-te dois tipos de roteiro, um mais curto e o outro um pouco mais longo que ronda entres as três e as quatro horas. Nós fizemos a visita sem nenhum dos dois. Seja o tempo que for, vais ver que vai valer muito a pena ver as salas sem fim, as colecções monumentais, as galerias. Um autêntico labirinto dourado.

Interior da Basílica de São Pedro visto da Cúpula

Depois de duas horas a visitar galerias e mais galerias, chegámos à praça da Basílica de São Pedro que é absolutamente impressionante. Para descobrires a praça vais ter de percorrer toda a muralha do Vaticano, visto que não tens acesso à Basílica através dos museus. Chegado à Basílica, e depois de passares pela segurança, tens à tua direita a bilheteira e a entrada para a Cúpula do Vaticano. Vai ser a subida da tua vida. Para os mais sensíveis não aconselho muito porque é demasiado íngreme, super apertada e os seus 551 degraus são de tirar o fôlego. Podes escolher metade do percurso de elevador e depois subir os restantes 320 degraus com um ingresso de 8€ ou então compra o ingresso a pé, sobes os 551 degraus e poupa 2€. Apesar de cansativo, é um passeio memorável. Chegando ao topo, eis a deslumbrante vista com o interior da Basílica e com a cidade de Roma a 360 graus. Se reparares, a manhã já chegou ao fim e parece que se viu muito pouco. Este dia foi o menos produtivo na nossa viagem, mas compensou muito por tudo o que vimos. Depois da descida tens então a extraordinária Basílica de São Pedro, o único sitio visitável no Vaticano com entrada gratuita. Ao chegares ao interior não podes deixar escapar nada –  os detalhes, os ornamentos, a grandiosidade de tudo o que está lá dentro. É uma experiência única. Finda a visita dirigimo-nos novamente para o centro da cidade. A viagem de regresso fizemo-la a pé porque vale mesmo muito a pena conhecer todos os cantos da cidade. Preferimos andar sempre muito a pé porque é tudo muito perto e a cidade é maravilhosa para passear.

Claustro das Termas de Diocleziano

Muito perto da estação Termini, na Piazza della Repubblica, visitámos as Termas de Diocleziano, consideradas na Roma Antiga como as maiores termas da antiguidade. Uma curiosidade é que o sítio da estação Termini também fazia parte desse grande complexo de termas. Confesso que fiquei um pouco desiludido com o interior, ainda assim, aconselho a visita. O ingresso é de 13€ e com desconto fica a 6,5€. A grande vantagem do bilhete é que inclui a entrada no Palazzio Massimo e no Palazzio Altemps, pertencentes ao Museu Romano, e na Crypta Balbi que é uma visita também muito interessante. Finda a visita aproveita e dá uma vista de olhos à Basilica de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri, que ficam mesmo ao lado do complexo termal. Aproveita para observares a Meridiana que se encontra no seu interior e que era usada como relógio solar e como regulador de todos os relógios de Roma até ao ano 1846. Aproveita o resto das horas que te sobram para ires jantar a uma das praças magníficas da cidade.

 

Piazza del Popolo, Villa Borghese, Piazza di Spagna, Castell S.Angelo, Fontana di Trevi, Panthéon, Piazza Navona

Chegado o segundo dia, podes começar a usar o teu Roma Pass, que é ativado a partir do momento em que é usado pela primeira vez nos transportes ou nas atrações. Neste dia utilizámos o passe para visitar o Castell S.Angelo sem pagar. É importante saberes que o passe também abrange a Galeria Borghese.

Igrejas gémeas e obelisco egípcio

O dia começou bem cedo em direcção à Piazza del Popolo, a Praça do Povo, onde os romanos fazem a contagem regressiva para a passagem do ano. No centro desta grande praça ergue-se o obelisco egípcio Flaminio e as duas igrejas gémeas localizadas no início da Via do Corso, a Igreja de Santa Maria em Montesanto, à esquerda, e a Igreja Santa Maria dos Milagres, à direita. A norte das duas igrejas, do lado direito, encontra-se a Igreja de Santa Maria do Povo que é considerada uma das mais importantes de Roma. No seu interior podes encontrar várias obras de arte reconhecidas e ainda a conhecida Capela Chigi, desenhada por Rafael.

Templo de Esculápio nos jardins da Villa Borghese

Vista toda a praça, é a altura certa para subires pelo teu lado esquerdo para o vasto e magnífico Parque da Villa Borghese. É aqui que encontrarás o grande Museu e Galeria Borghese. Caso queiras visitá-los sem usar o Roma Pass, deves reservar o bilhete online (www.galleriaborghese.it) com antecedência. O bilhete custa 11€ sem desconto. Uma visita por este parque vai deixar-te com bastante vontade de não saíres de lá. E aproveita, porque as vistas também são espectaculares. Quando desceres dá uma vista de olhos pela Villa Médici que fica mesmo a caminho.

Piazza di Spagna

E a caminho de onde? Da nossa próxima paragem. Piazza di Spagna. Deslumbrante com todo o seu esplendor e a sua enorme escadaria, esta praça aloja no seu topo a Trinità dei Monti com as suas duas cúpulas e o seu magnifico obelisco egípcio, e no fim da escadaria a graciosa fonte da Barcaccia de Pietro Bernini.

Castello e Ponte S. Angelo

Daqui é o ponto de partida para o Castell S.Angelo. Pega no teu mapa e faz o caminho que passa junto à Ara Pacis, situada na Piazza Augusto que vale muito a pena. Chegado ao castelo vais-te deparar com a belíssima Ponte de Sant´Ângelo mandada construir pelo imperador Adriano junto ao Mausoléu que deu origem ao Castelo. Dirige-te à bilheteira, mostra o teu Roma Pass e desfruta do passeio. Visita as salas, percorre todo o castelo e aproveita para parar no café que se encontra no último patamar e que tem uma vista deslumbrante. Saindo do castelo, desce a ponte e volta novamente à Via del Corso, onde tinhas estado antes da Piazza di Spagna.

Fontana di Trevi

Chegou a altura de refrescares um pouco depois de um dia de muita caminhada. A Fontana di Trevi é a tua próxima rota. Segundo a lenda, se beberes daquela água ou se atirares uma moeda para a fonte voltarás com certeza a Roma. Eu já lá voltei, confesso, e na altura atirei três moedas. Vamos ver. Desfruta um pouco da fonte e tem cuidado porque está sempre cheio de gente, por isso é um ótimo local para carteiristas. Mais uma vez, volta à Via del Corso, pega no teu mapa e vai em direcção ao Panthéon que fica localizado na Piazza della Rotonda. Ficam muito próximos estes dois monumentos, um do lado direito e o outro do lado esquerdo.

Panteão (interior)

No centro da praça encontra-se o obelisco egípcio de Minerva e, claro, o Panthéon, único monumento arquitectónico clássico de Roma que permaneceu intacto. O seu interior mede qualquer coisa como 43,40 metros de diâmetro e outros tantos de altura. No seu interior podes encontrar os sepulcros de alguns dos mais prestigiados artistas e reis de Itália. Perde algum tempo para contemplares o seu interior, sem pressa.

Piazza Navona

Chegou, para mim, a melhor visita e o melhor espaço onde passei e atá cheguei a jantar, a Piazza Navona. Saindo do Panthéon são cerca de cinco minutos até à praça. Esta praça foi outrora um grande estádio romano, o Estádio de Domiziano, com capacidade para 30 mil espectadores e no qual tinha lugar magníficas corridas de barcos. No seu centro encontras três fontes, sendo a mais deslumbrante a do centro: a Fonte dos Rios, de Bernini, feita para servir de base para o obelisco egípcio que teria sido trazido do Circo de Massenzio, localizado na Via Appia. As quatro estátuas presentes na fonte personificam os quatro rios: Nilo, Ganges, Danúbio e o Rio da Prata, em representação dos respectivos continentes. Também no seu centro é impossível não deslumbrar a grande Igreja de Santa Inês em Agonia. Aproveita para jantares num dos restaurantes que aqui se encontram. O ambiente é maravilhoso e está sempre cheio de gente. Penso que não há melhor sítio nesta altura para jantar do que aqui. No final, se tiveres tempo volta a Fontana di Trevi para a poderes ver durante a noite e acaba com um passeio pela Via del Corso.

 

Piazza Venezia, Cripta Balbi, Teatro di Marcello, Isola Tiberina, Piazza Bocca della Veritá, Fórum Romano/Palatino/Coliseu, Circo Massimo, Aventino, Pirâmide de Caio Castro

Mais um dia, mais uma grande caminhada. No terceiro dia da nossa aventura, a direcção só pode ser uma – Piazza Venezia.

Monumento a Vitorino Emanuelle II

Nesta praça encontrarás o colossal monumento Vittorino Emanuele II, também chamado de “Vittoriano”. Vale a pena visitar este colosso e subir até ao café que se encontra no terraço. Caso queiras subir mesmo até ao fim tens um elevador ao teu dispor, mas o ingresso tem um custo associado de 7€. Atrás encontram-se os Museus do Capitólio. Não chegámos a ir, mas é considerado um dos melhores museus de Roma, por isso recomendo a visita. O ingresso pode ser comprado online (www.museicapitolini,org) ou presencialmente com um custo de 15€ – poderás optar por usar a atração grátis do Roma Pass para visitar os museus capitolinos. Depois de tomarmos o pequeno almoço no terraço, fomos visitar a Cripta Balbi, que estava incluída no bilhete das termas de Diocleziano. A cripta é mesmo perto do Vittoriano na Via delle Botteghe Oscure. Aconselho a visitares a cripta perto das 12h00 para poderes ter visita guiada, uma visita que não perdes nada em fazê-la.

Teatro di Marcello

Ali muito perto e junto ao rio encontra-se o Teatro di Marcello. Esta foi a nossa paragem seguinte, porém não visitámos o seu interior. É de salientar que este é o único teatro antigo que resta na cidade.

Isola Tiberina

Junto às margens do rio podes observar a antiga ilha romana, a Isola Tiberina. A ponte Fabricius e a ponte Cestio ligam a ilha à cidade. Do outro lado encontra-se o bairro de Trastevere tão conhecido pelos seus bairros muito acolhedores e de tradições populares. Daqui partimos para a Piazza Bocca della Verità onde se encontra a igreja Santa Maria em Cosmedin. Com o seu interior medieval é sobretudo a máscara em mármore disposta no seu exterior que mais chama a atenção, a Boca da Verdade. Segundo a lenda, os mentirosos que colocarem a mão dentro desta boca sairão manetas. Não passa de uma lenda, mas toda a gente tira a foto de praxe com a mão dentro da boca da máscara. À sua volta encontra-se o templo redondo de Vesta ou de Hércules e o templo de Portuno, que ficam bem ao lado um do outro. Chegava a hora de visitarmos talvez o mais esperado desta viagem, o Forum Romano e o Palatino e o grande Coliseu Romano acompanhado pelo Arco de Constantino. Aqui usámos o nosso Roma Pass para o segundo ingresso grátis. Estes três sítios são contabilizados como um só, por isso nem pensámos duas vezes quando utilizámos o passe da cidade.

Fórum Romano visto do topo

Começa a tua visita pelo Forum Romano. Vais passar algum tempo lá dentro, portanto um guia dar-te-á muito jeito para que não te percas no meio de tanta coisa. Mas também vais sair com a alma cheia e bastante radiante com a visita. Eu teria passado lá um dia inteiro. Tudo se passava no Forum Romano, e era aqui que se encontrava o centro da vida cívica e económica de Roma, o que dá para imaginar a sua grandiosidade. Desde a Via Sacra, onde poderás contemplar o Arco de Tito; a Basílica de Massenzio, que mesmo agora ainda demonstra a sua grandiosidade; os vários templos, dentro deles o de Vesta, o templo de Júlio César, o templo de Castor e Pólux; a antiga Basílica Santa Maria Antiqua; o que resta da Basílica Júlia; o templo de Saturno, o templo de Vespasiano e da Concórdia; o Arco de Settimio Severo, e tantos outros monumentos. É impossível descrever tudo porque nem mesmo lá dentro se tem essa noção. É como se estivéssemos numa cidade dentro de outra cidade. Depois do Forum Romano encontras outra das colinas de Roma, o Palatino onde no meio de tanta coisa poderás ver o que resta dos Palácios dos Flávios; o Palácio e Termas de Settimo Severo e as ruínas do estádio de Domiziano. Forum Romano e Palatino? Check.

Coliseu Romano (interior)

Agora vamos para o Coliseu. Aproveita para conhecer a Via dei Fori Imperiall e lá ao fundo espera-te o Coliseu Romano. Inicialmente chamado de Anfiteatro de Flávio, foi designado de Coliseu pelas enormes dimensões mas sobretudo pela sua proximidade com o colosso de Nero que se encontrava mesmo ao lado do anfiteatro. Aqui só precisas mostrar o teu Roma Pass e entrar. É fácil visitar, até porque está  tudo muito bem sinalizado através de setas que te indica o roteiro que deves fazer dentro do Coliseu. Aproveita para tirares algumas fotos das varandas e para deslumbrares esse enorme colosso de pedra onde os famosos gladiadores ofereciam grandes espectáculos aos cidadãos romanos. Ao lado do Coliseu encontra-se o também tão conhecido Arco de Constantino.

Circo Mássimo

Continuando o caminho, descendo pela via de San Gregorio, encontrarás o Circo Massimo. Mesmo situado aos pés do Palatino, este vasto lugar era um grande estádio que ainda hoje se encontra completamente enterrado. Aqui realizavam -se grandes festivais e jogos sagrados. O Circo Massimo tinha capacidade para 150 mil espectadores, que mais tarde foram aumentados por Trajano para 250 mil. Aqui também se faziam as famosas corridas de quadrigas. É possível imaginar o que foi e o que é e contemplar uma ótima paisagem decorada pelos Palácios do Flávios.

Pirâmide Caio Castro

De seguida subimos pelo monte Aventino acima até a Piazza dei Cavilieri dei Malta. Pelo caminho faz uma paragem pelo Giordiano degli Avanci e poderás contemplar uma das vistas mais lindas sobre a cidade. Chegando à praça, encontras o tão esperado “Buraco di Roma”. Podes não acreditar, mas até aqui existe uma pequena fila para tirar fotografias. Se tiveres interesse, aproveita para passar pela Pirâmide de Caio Castro. Basta desceres a rua que se encontra na Piazza dei Cavilieri dei Malta. Termina o teu dia a conhecer o bairro de Trastevere. É maravilhoso e tem sítios muito bons para se jantar.

 

Mercado Porta Portese, Termas de Caracalla e Via Appia Antica

O nosso quarto dia começou rumo ao maior e mais importante mercado de Roma, o Mercado Porta Portese. Situado no bairro de Trastevere, é um dos mercados mais movimentados e divertidos da cidade. Lá poderás encontrar desde antiguidades, livros, roupas, sapatos e acessórios, objetos de decoração entre uma enorme panóplia de coisas. O mercado ocorre todos os domingos, das 6h40 às 14h. Podes ir a pé desde o centro da cidade ou então podes optar por apanhar o autocarro em direção à Porta Portese e depois é só andar um pouco até a Via Portuense.

Via Appia Antica

Finalmente chegou o que tanto esperei nesta viagem, a visita à Via Appia Antica. Esta é o que resta da grande estrada que ligava o “mundo” à grande Roma antiga – como se costuma dizer, «Todos os caminhos vão dar a Roma». Repleta de importantíssimos vestígios arqueológicos, artísticos e paisagísticos, a “Regina Viarum”, como era conhecida, foi iniciada por Appio Claudio em 32 A.C. Seguindo a tradição, a via era ladeada por sepulturas de várias gerações e de recordações de defuntos nobres. Ao longo da sua extensão poderás visitar as Termas de Caracalla, a Porta de São Sebastião, a Capela de Quo Vadis, o Túmulo de Priscila, as Catacumbas de São Sebatião e as de São Calisto, a grandiosa Vila de Massenzio, o Túmulo de Cecília Metella e, por último, a Vila dos Quintilli. Nós optámos por percorrer a Via Appia a pé desde o início do seu percurso e demorámos uma tarde inteira a chegar onde pretendíamos. É um pouco cansativo, mas vale bem a pena no final com tudo o que vais poder ver. Podes sempre fazer grande parte do percurso de autocarro. Basta apanhares na Via Fori Imperial junto aos fóruns imperiais o autocarro U118 que te leva diretamente à via Appia.

Termas de Caracalla

O percurso começa com a visita às ruínas das Termas de Caracalla. O bilhete custa 7€, mas voltas a ter mais um 3 em 1. Com este bilhete tens entrada para o Túmulo de Cecília Metella e para a Vila dos Quintilli. Daqui passa pelo museu da Porta de São Sebastião que é de ingresso gratuito e segue em direcção às Catacumbas onde poderás visitar as criptas. O próximo ponto de encontro é a Vila de Massenzio. Nesta poderás contemplar o que resta do grande circo de Mazzencio, as ruínas do complexo termal e o túmulo de Rómulo. Um pouco mais acima encontra-se o Túmulo de Cecília Metella. Não te esqueças que já tens bilhete para a entrada. Estamos quase no final do nosso percurso, mas ainda há tempo para comer ou tomar algo num pequeno café que se encontra pelo caminho.

Villa de Massenzio

A partir daqui começa a parte mais bem conservada da Via Appia, ainda com os grandes encaixes de pedra. Ao longo do percurso até à Vila dos Quintilli poderás ver restos de vestígios arqueológicos e contemplar a paisagem que a rodeia. Bem lá ao fundo, fica a grande vila dos irmãos cônsules Quintiliano Condiano e Quintiliano Valeriano Massimo que mais tarde seria confiscada pelo Imperador Comodo que a transformou num luxuoso palácio de campo. No seu interior conseguirás reconhecer o grande complexo termal, o hipódromo, as residências e os jardins. No final da visita podes ainda visitar o pequeno museu da vila. Agora é só voltares a apanhar o autocarro U118 que te irá levar direto ao lugar de partida. Aproveita as horas que te faltam para te despedires desta maravilhosa cidade, porque vais ficar com certeza cheio de saudades e com vontade de voltar novamente.

 

É esta a cidade eterna. A cidade do mundo. Afinal, todos os caminhos vão dar mesmo a Roma.

 

O que não podes deixar que te escape…

  • Não te esqueças que é mais vantajoso comprar o Roma Pass, visto que se gasta muito mais dinheiro ao pagar em cada atração e tem a vantagem de não se esperar em filas longas e demoradas.  A única coisa que tens que fazer é mostrar o passe. E voilá…
  • Vê onde queres usar os teus dois ingressos grátis. Nós optámos por usar no Castello S. Angelo e no Coliseu/Forum Romano/Palatino. Estes últimos contam como um único ingresso e por isso acho que não deves descartar esta escolha. É importante referir que se quiseres usar o Roma Pass apenas para obter descontos, não te esqueças de referir isso no início, senão eles vão assumi-lo como ingresso.
  • Antes de viajares vê tudo o que queres visitar e, se for de ingresso pago, não te esqueças de verificar se tens de fazer reservas com antecedência e comprares os teus bilhetes online. Vai-te poupar muitas dores de cabeça
  • Para visitar o Vaticano é crucial que faças a reserva.
  •  Links para reservas para o Vaticano, a Galleria Borghese e para os Museus do Capitólio.

 – www.mv.vatican.va;

 – www.galleriaborghese.it;

 – www.museicapitolini.org;

  • Quando chegares a Roma procura um guia book da cidade para andar sempre contigo. Em qualquer loja de marroquinos encontras e vai-te dar muito jeito para conheceres os cantos a cidade.

Texto e Fotos: André Delgado

La Bohemie.

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