Sevdaliza no Super Bock Super Rock | Reportagem Fotográfica

Com ecos de diferentes músicas e pronúncias, a voz de Sevdaliza só poderia ser deste tempo. Nasceu no Irão, mas faz da Holanda a sua casa. É verdade que chegou a ser basquetebolista de alta competição, mas a música falou mais alto. Do desporto talvez tenha ficado a ética de trabalho. Sevda é obsessiva com a sua arte, controlando todos os processos da música que produz. O resultado é uma eletrónica capaz de emocionar, próxima do trip-hop de bandas como os Portishead ou os Massive Attack, mas sem deixar de lado as influências de géneros como o grime ou o dubstep. Depois dos EPs “The Suspended” ou “Children of Silk”, ambos editados em 2015, o primeiro longa duração chegou em 2017. Ison confirma Sevda como uma das vozes mais interessantes da atualidade. Ao vivo, não há expetativas frustradas: a cantora iraniana-holandesa continua a diluir as suas sombras na beleza da sua voz, como provou no Palco EDP, no último dia do festival Super Bock Super Rock.

Fotos: Arlindo Homem

 

La Bohemie.

 

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