Viver e sentir a aldeia | Dia 10 BONS SONS

De 8 a 11 de agosto, Cem Soldos deu as boas-vindas à 10.ª edição do festival BONS SONS, e as boas energias dos habitantes da aldeia receberam os visitantes de coração e alma. Foram quatro dias com mais de 50 concertos em 10 palcos dedicados a uma programação distinta, mas o BONS SONS há muito que deixou de ser apenas um festival, para se tornar numa aldeia em manifesto.

Depois de dois dias de grandes emoções que ainda deixam arrepios na pele, seguiu-se um fim de semana preenchido de energia e vibrações desde cedo até às tantas da manhã. Mas como uma imagem vale mais do que mil palavras, e a alma faz parte do coração, partilhamos o registo fotográfico de um dos festivais mais bonitos e genuínos do verão, para que possam igualmente viver e sentir a aldeia.


Viver e sentir a aldeia | Dia 8 BONS SONS

A primeira atuação do dia esteve a cargo do grupo coral infantil Pequenas Espigas que, no palco MPAGDP, veio demonstrar a forma como dominam o Cante Tradicional Alentejano, que tanto têm divulgado pelo país fora e até pelo estrangeiro. Seguiram-se Manuel Maio e José Valente, que juntos fazem Valente Maio, saltitando entre o clássico e o jazz e fazendo uso de um violino, uma viola de arco e vários pedais de efeitos. Pouco depois, o autodidata Jorge de Rocha fez ouvir a sua voz e o seu baixo a solo no Palco Giacometti – INATEL. Rezas, Benzeduras e Outras Cantigas são formados por Vânia Couto e César Prata que, como bons cantores e multi-instrumentistas que são, fazem uso de vários instrumentos, objetos sonoros, pedais de loops e programação para criar um ambiente sonoro que cruza o mais ancestral e profundo da tradição com os instrumentos acústicos. Já a meio da tarde subiu ao palco Giacometti – INATEL Tiago Fracisquinho, munido do seu didgeridoo, com o qual cria versões eletrónicas de música étnica e dance com uma rapidez impressionante. De seguida, o BONS SONS recebeu os Baleia Baleia Baleia, dupla que em 2018 lançou o seu primeiro disco homónimo e que agora nos veio apresentar as suas oito faixas de rock afiado e punk rock dançável. Depois do concerto no segundo dia com os Lodo, Peixe atuou novamente, mas desta vez com Frankie Chavez, com quem forma os Miramar. Os dois trouxeram ao palco Amália o seu talento na guitarra numa união como se fossem um só.


Viver e sentir a aldeia | Dia 9 BONS SONS

Pode ser difícil de pronunciar mas é fácil de dançar ao som dos Três Tristes Tigres. Formados nos anos 90 e com o último disco lançado em 98, são conhecidos por muitos e estão prestes a lançar um novo trabalho ainda este ano. No BONS SONS, vieram exibir este novo fôlego que o grupo ganhou. Logo depois o Palco Lopes-Graça recebeu o DJ e produtor Stereossauro, em concerto com banda, para unir os universos do hip hop e a música portuguesa a que tanto está apegado. Um grande destaque não podia deixar de ser o concerto dos Pop Dell’Arte no Palco Zeca Afonso. Foram criados em 1985 por João Peste, já lançaram cinco discos de originais, a sua formação muda com frequência e são uma forte influência para muitos. Foi, sem dúvida, uma paragem obrigatória para qualquer visitante do festival este ano.
Pouco depois da meia-noite, Tiago Bettencourt invadiu o Palco Lopes-Graça. Começou com os Toranja em 2003, e hoje é um dos nomes mais conhecidos da nova música portuguesa e foi um dos centros da atenção desta noite.

A noite de concertos terminou no Palco António Variações com Glockenwise + JP Simões, juntando a banda de Barcelos, que no ano passado lançou o seu primeiro disco em português, com um dos grandes nomes do panorama musical nacional que esteve ligado a projetos como Pop Dell’Arte, Belle Chase Hotel e o Quinteto Tati.

A festa do terceiro dia do festival terminou com o campeão de scratch e amante de todo o tipo de música, DJ Ride, com o seu espetáculo Pixel Trasher e a sua componente visual que abalou o Palco Aguardela.

Fotos: Vera Marmelo | Verónica Paulo | Carlos Manuel Martins

La Bohemie.

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