Viver e sentir a aldeia | Dia 8 BONS SONS

De 8 a 11 de agosto, Cem Soldos deu as boas-vindas à 10.ª edição do festival BONS SONS, e as boas energias dos habitantes da aldeia receberam os visitantes de coração e alma. Foram quatro dias com mais de 50 concertos em 10 palcos dedicados a uma programação distinta, mas o BONS SONS há muito que deixou de ser apenas um festival, para se tornar numa aldeia em manifesto.

E porque uma imagem vale mais do que mil palavras, e a alma faz parte do coração, partilhamos o registo fotográfico de um dos festivais mais bonitos e genuínos do verão, para que possam igualmente viver e sentir a aldeia.

No dia 8 de agosto foi Carlos Batista quem marcou o ponto de partida e no primeiro concerto do festival fomos transportados para o seu espetáculo a solo onde cordofones e o canto foram o centro da performance, numa mistura de temas tradicionais e originais. De seguida, Francisco Sales subiu ao palco Carlos Paredes e guiou-nos pelas suas paisagens sonoras com guitarra elétrica e acústica inspiradas nas suas viagens.

Do Funchal para Cem Soldos, os dois irmãos do Funchal, Mano a Mano, entraram no palco Giacometti-INATEL e englobaram-nos na sonoridade das suas guitarras e no groove do seu jazz.

As atuações continuaram pela tarde fora com a dupla que recentemente chegou ao panorama português, Vénus Matina, que nos deram a conhecer as suas várias influências, do jazz e o bossa nova, até à música alternativa, aqui num formato semi-acústico. Outra dupla que se apresentou foi Raquel Ralha e Pedro Renato que, depois de passarem por projetos como Belle Chase Hotel, dedicam-se a cantar versões únicas de músicas de artistas como Leonard Cohen e Nina Simone. Raquel na voz, Pedro nos instrumentos. A última dupla da tarde foi Senza, composta por Catarina Duarte e Nuno Caldeira, que nos trouxeram as suas músicas originais, altamente pessoais, e que nos dão um cheirinho de tudo aquilo que viveram nas suas viagens pelo mundo.

No início da noite foi a vez da Orquestra Filarmónica Gafanhense subir ao palco Zeca Afonso para o concerto de abertura do BONS SONS. A orquestra juvenil que tem percorrido as festas e arraiais do país veio para nos encantar com os seus instrumentos de sopro, piano, guitarra e percussão num concerto que apresentou um reportório do qual fazem parte músicas de dez artistas consagrados que passaram por cada uma das dez edições do festival: Toques do Caramulo (2006), Brigada Victor Jara (2008), Fausto (2010), Vitorino (2012), Sérgio Godinho (2014), Camané (2015), Jorge Palma (2016), Rodrigo Leão (2017), Lena d’Água (2018) e Júlio Pereira (2019).

Joana Espadinha + Benjamim juntaramm-se para inaugurar o palco António Variações, reforçando a colaboração que em 2018 deu origem ao disco O Material Tem Sempre Razão, da autoria de Espadinha e com a produção de Benjamim.

No mesmo palco, seguiram-se os X-Wife, banda que desde 2002 nos habituou ao seu indie rock misturado com pós-punk e que estão de volta após uma breve pausa.

Já no palco Lopes-Graça tocaram os Fogo Fogo, banda que juntou amigos e colaboradores de vários projetos para homenagear e celebrar os sons e ritmos mexidos de Cabo Verde.

Logo a seguir, chegou a vez de Diabo na Cruz, uma das 13 bandas que vêm celebrar os 13 anos das 10 edições BONS SONS com uma atuação especial, com a participação do músico e construtor Carlos Guerreiro, dos Gaiteiros de Lisboa. Um concerto repleto de sonoridades de música tradicional e rock contemporâneo à mistura.

A noite prolongou-se no palco Aguardela com o DJ João Melgueira que encerrou o primeiro dia do festival BONS SONS com os seus sons ecléticos, do house de Chicago às músicas do mundo.

Fotos: Verónica Paulo | Carlos Manuel Martins

La Bohemie.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *