Viver e sentir a aldeia | Dia 9 BONS SONS

De 8 a 11 de agosto, Cem Soldos deu as boas-vindas à 10.ª edição do festival BONS SONS, e as boas energias dos habitantes da aldeia receberam os visitantes de coração e alma. Foram quatro dias com mais de 50 concertos em 10 palcos dedicados a uma programação distinta, mas o BONS SONS há muito que deixou de ser apenas um festival, para se tornar numa aldeia em manifesto.

Depois de um dia de grandes emoções onde não faltou música, com o concerto de abertura pela Orquestra Filarmónica Gafanhensea interpretar temas das dez edições; com o público a cantar em coro na atuação da primeira dupla – Benjamim e Joana Espadinha – na estreia de um novo palco, e no concerto Diabo na Cruz com a participação de Carlos Guerreiro, dos Gaiteiros de Lisboa, e muitos outros concertos, a noite terminou com Never Ending Story, pelas mãos de João Melgueira, um prenúncio para os dias que se seguem.

E porque uma imagem vale mais do que mil palavras, e a alma faz parte do coração, partilhamos o registo fotográfico de um dos festivais mais bonitos e genuínos do verão, para que possam igualmente viver e sentir a aldeia. Assim que o segundo dia do BONS SONS começou, o festival encheu-se logo com as vozes de Inês Graça e Carlos Norton, mais conhecidos como Cal, dupla que recorre apenas às suas cordas vocais, com loops e efeitos, para criar uma panóplia de músicas originais.

No mesmo palco MPAGDP, destacou-se outro duo, Ana Correia e Tânia Pires, que juntas formam Adélia, projeto no qual, através do canto e de vários instrumentos, prestam homenagem a Adélia Garcia, às suas músicas e a todas as trabalhadoras de lenço na cabeça espalhadas pelo país fora.

Dada Garbeck, alter ego de Rui Souza, construiu músicas às camadas com sintetizadores e loops, no Palco Carlos Paredes.

Já no Palco Giacometti – Inatel, os Gator, The Alligator hipnotizaram-nos com as suas descargas elétricas em formas de ondas sonoras, num concerto que surge como prémio por terem sido a banda portuguesa mais bem classificada no Festival Termómetro deste ano.

Vinda diretamente da Cafetra Records, Sallim encantou o BONS SONS no palco Giacometti – INATEL com a sua voz clara e as suas músicas melancólicas que nos fazem viajar pela sua vida.

A tarde terminou com duas atuações de relevo: Afonso Cabral, vocalista dos You Can’t Win Charlie Brown, que se estreou a solo no BONS SONS, apresentando o seu primeiro disco Morada. Lodo + Peixe, onde a banda de postrock instrumental nascida em Cem Soldos junta os seus riffs vibrantes aos sons de guitarra clássica de Peixe – Pedro Cardoso, membro fundador dos Ornatos Violeta. c

A noite foi marcada pela voz do fadista de culto Helder Moutinho, os sons de guitarras e baixos distorcidos com veia eletrónica dos Paraguaii e a junção First Breath After Coma + Noiserv, onde a música da banda de Leiria, que recentemente lançou o álbum visual NU, se junta à variedade sonora do homem-orquestra que é David Santos.

E ainda houve tempo para mais. Budda Power Blues & Maria João subiram ao palco Lopes-Graça aliando aquela que é considerada uma das mais importantes bandas de blues nacional e a cantora de jazz com 34 anos de carreira, com a qual criaram o disco Blues Experience.

Seguiu-se Scúru Fitchádu no palco António Variações, e os batimentos cardíacos aceleraram com as suas linhas de baixo distorcidas, baterias aceleradas e o noise que caracterizam a música de Marcus Veiga.

Claro que a noite de sexta-feira não terminou aqui e o DJ Narcisco espalhou as suas melodias vibrantes e batidas metálicas ao longo da noite para ninguém perder as energias com aquela que é a presença que tem marcado as noites Príncipe.

Fotos: Verónica Paulo | Carlos Manuel Martins

La Bohemie.

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